1.10. ETIQUETAGEM GS1-128 (PEQUENA EMPRESA) E ETIQUETAS RFID (MÉDIA EMPRESA)

1. PRÁTICA HABITUAL UTILIZADA

O Regulamento 178/2002 da CEE obriga de forma geral todas as empresas alimentares a garantirem a rastreabilidade dos seus produtos, em todas as etapas de produção, transformação e distribuição. É também uma ferramenta de gestão implícita do sistema de Análise de Perigos e Pontos de Controle Crítico (APPCC), visto requerer a identificação dos produtos sob a responsabilidade do operador económico. Trata-se de relacionar os produtos que foram recebidos na empresa, as operações ou processos que estes seguiram (equipamentos, linhas, câmaras, mistura, divisão, etc.) dentro da mesma e os produtos finais que saem daí.
A principal ferramenta de rastreabilidade é a etiqueta. A versão mais habitual em empresas pequenas é manual. A gestão da rastreabilidade na maioria dos operadores baseia-se em instrumentos utilizados para responder a outras necessidades próprias da sua atividade, como é o caso dos livros de registo, bases de dados, etc., que podem ser úteis no sentido de satisfazer as exigências do Regulamento 178/2002.

2. DESCRIÇÃO TÉCNICA DA BOA PRÁTICA

A etiqueta GS1-128 é a cara visível da informação do código GS1-128. Este código é um padrão internacional que permite a representação da informação codificada numericamente em código de barras. Estas etiquetas têm uma secção com a informação legível de forma humana, facilitando o controle visual efetuado pelos operários, e noutra secção o código de barras para o tratamento automático da informação.

A etiqueta RFID é um dispositivo que permite o armazenamento e a recuperação de dados à distância. Estas etiquetas contêm uma antena para permitir a receção e emissão da informação por radiofrequência a partir de um emissor-recetor RFID. A tecnologia RFID, ao contrário de outros sistemas de etiquetagem, permite-nos ler e escrever os dados do nosso produto sempre que for necessário.

Requisitos para a implementação

  • Sistema de emissão de etiquetas: consta de etiquetas e codificador. São diferentes, consoante o tipo de etiqueta escolhido. No caso da etiqueta GS1-128, o mais habitual é uma impressora térmica. Para etiquetas RFID, a codificação pode realizar-se a partir do próprio terminal de leitura.
  • Terminal de leitura: leitor ótico no caso do sistema SG1-128, ou em etiquetas RFID, um interrogador ou terminal de leitura de radiofrequências e codificação.
  • Sistema de gestão: software de gestão compatível com o sistema de etiquetagem escolhido. Geralmente costuma-se utilizar o sistema de gestão existente na própria empresa, que integra a gestão económica, de stocks, de processos, de rastreabilidade e de APPCC. Existe oferta comercial variada.

Vantagens e Inconvenientes

Capacidade Manual Código de Barras RFID Exemplo de vantagem RFID
Alinhamento ou posição requerida Leitura ou registo manual Sim Não Não é preciso orientar nem aproximar muito os artigos
Número de artigos lidos simultaneamente Um Um Vários Recontagem e identificação rápida de inventário
Precisão e automatização Propenso a erros de leitura. Impossível automatizar Leitura manual (erros ocasionais) Registo automático Maior precisão e automatização total Maior rapidez nos inventários
Nível de identificação Por paletes ou caixas Por paletes ou caixas Unitário Identificação individual
Armazenamento de dados Lote e data de elaboração Os incluídos no código Vários kbits de informação atualizável Informação de toda a história em tempo real

3. BENCHMARKING (vantagens comparativas)

Vantagens comparativas económicas

A implantação de um sistema eficaz de rastreabilidade representa uma maior segurança para a empresa e um incremento dos lucros económicos. Em primeiro lugar, porque se minimizam os riscos de se ver envolvido num alarme de saúde pública e permite à empresa demonstrar às autoridades sanitárias as suas boas práticas. Por outro lado, a automatização dos registos permite tornar o custo na manutenção do sistema de rastreabilidade mais barato. Por último, facilita a implantação de normas de qualidade na empresa, que são uma vantagem competitiva no mercado.

Vantagens comparativas sociais

  • Maior segurança alimentar.
  • Mais e melhor informação sobre os produtos adquiridos.
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